CACTUS

 


Fale conosco: cactusantidrogas@yahoo.com.br


NOTÍCIAS


 

         Segundo o OMS (Organização Mundial da Sáude), a Droga é definida como sendo toda a substância química que, introduzida no organismo, modifica uma ou mais de suas funções.

         Estudos nacionais realizados entre estudantes brasileiros nos anos de 1987, 1989 e 1993 indicaram as drogas lícitas como as mais consumidas. Em primeiro lugar, excetuando-se álcool e tabaco, aparecem os inalantes, seguidos pelos ansiolíticos e anfetaminas. Tais estudos têm indicado a semelhança do perfil brasileiro quando comparado com outros países, exceto os Estados Unidos onde o consumo é muito maior. Por outro lado, entre meninos(as) em situação de rua o perfil de consumo se mostra diferenciado. O consumo de drogas nesta população é extremamente elevado e muito superior aos valores observados entre estudantes. Os inalantes e a maconha são as drogas mais consumidas entre os meninos em situação de rua, seguidas pela cocaína nas capitais do Sudeste do país e pelos medicamentos psicotrópicos nas capitais nordestinas. Segundo o DEA (Drug Enforcement Administration), o Brasil é atualmente a principal rota de exportação de cocaína na América Latina, situação que acarreta problemas sociais consideráveis para o nosso país. Por outro lado, tendo por base o conjunto de pesquisas epidemiológicas sobre drogas, nos últimos anos realmente observou-se uma crescente participação da cocaína. Porém, é importante assinalar que ela não é nem de longe a droga que maiores problemas traz a população brasileira.

Quando analisamos o consumo de álcool e de tabaco, observa-se que estas são as drogas de maior consumo entre estudantes e meninos em situação de rua, sendo o álcool responsável por mais de 95% das internações hospitalares provocadas por drogas. Assim, apesar de não receberem a devida atenção, estas são as drogas mais consumidas e as que trazem os maiores prejuízos à população.

Apesar de várias iniciativas, nosso Estado ainda carece de um plano de educação básica acerca do uso de drogas e seus efeitos danosos, não só no organismo da criança ou adolescente, mas principalmente no convívio social do menor que cresce sem uma diretriz, principalmente das classes sociais mais baixas, no qual o consumo de drogas é cada vez mais cedo e estes acabam por entrar no mundo da criminalidade.

Os índices pesquisados têm demonstrado uma triste realidade. No levantamento do CEBRID, realizado em 1997, entre 15.503 estudantes de 1º e 2º Graus, em dez capitais brasileiras, registrou que, dos adolescentes entre 10 e 12 anos que consumiam drogas:

Nas dez capitais brasileiras pesquisadas constatou-se o aumento do uso de maconha e de cocaína.

Em pesquisa realizada pela UNESCO sobre “Drogas nas Escolas” contatou-se que dos estudantes brasileiros cerca de 10% consomem bebidas alcoólicas. Dos 50.049 alunos de escolas de ensino fundamental e médio entrevistados, 85,8% disseram ser ameaçados com drogas ilícitas como a maconha, cocaína e crack. Desses estudantes 3% declararam fazer uso diário de drogas ilícitas e 4,9% disseram já ter experimentado.

                Verifica-se que o uso de drogas entre crianças e adolescentes é cada vez mais cedo e o nível de informação destes jovens é muito pequeno. O conhecimento dos verdadeiros efeitos é de forma incorreta e por vezes incompleto.


OBJETIVO DO PROJETO

Este projeto visa atingir o corpo discente da 5º a 8º séries do ensino fundamental das escolas públicas (municipais e estaduais) e particulares do Município de Maceió.

Segundo dados coletados com a Secretaria Estadual de Educação, de acordo com o Censo Escolar 2002, há 44.044 (Quarenta e quatro mil e quarenta e quatro) alunos matriculados na rede estadual de ensino. Na rede municipal de Maceió, segundo dados da Secretaria Municipal de Educação, há 17.151 (Dezessete Mil, Cento e Cinqüenta e Um) alunos matriculados. Só com esses dados temos um contingente de 61.195 (Sessenta e Um Mil, Cento e Noventa e Cinco) alunos, fora os da rede privada de ensino, os quais não possuímos dados.

A implementação ocorrerá em várias etapas coordenadas na qual se colherá dados estatísticos do número total de alunos matriculados naqueles estabelecimentos no presente ano e, dos horários oferecidos por cada escola para estas séries, bem como notificação dos respectivos diretores sobre tal projeto.

 A seguir, um grupo de acadêmicos serão capacitados por profissionais das áreas médica, jurídica e da Policial Federal que ministrarão, através de palestras, aspectos da abordagem médico-legal sobre a utilização de drogas lícitas e ilícitas, o quadro das drogas no Brasil e em especial, em Alagoas. Contaremos com a participação de uma psicóloga, que auxiliará no desenvolvimento de métodos de abordagem de crianças e adolescentes, bem como no desenvolvimento de métodos que auxiliem o entendimento dos aspectos danosos do uso de drogas, como também de um profissional de oratória, que nos ajudará nas técnicas de apresentação em público.

 O grupo, de posse dos dados estatísticos e habilitados para proferir palestras sobre o assunto, organizará planos de aulas, adequando a linguagem ao nível de cada série visitada, que através de recursos impressos como a distribuição de cartazes, folders ou folhetos e, de recursos audiovisuais como apresentação em data show, trechos de filmes em VHS ou DVD que tragam situações cotidianas do dependente químico, explicando de forma integrada não somente os efeitos biológicos sobre o organismo, mas também os aspectos sócio-culturais dos quais são agente e paciente.

 Após qualificação dos acadêmicos faremos o lançamento oficial do projeto com a devida apresentação e diplomação dos mesmos.

Com o material didático, após aprovação do grupo e da apresentação do mesmo aos diretores das escolas ou, após liberação pela Secretaria de Educação, com a notificação dos diretores da existência de tal projeto, serão agendados os períodos de visita às várias unidades de ensino mediante locomoção oficial do projeto.

 Após apresentação das palestras fazer-se-ão avaliações através de métodos a serem estipulados de acordo com a capacidade e interação de cada série. E, com os dados colhidos, será traçado um perfil tanto dos usuários de drogas, como das dúvidas mais pertinentes em relação a esse tema. Assim, podendo dirimir tais questões e inquirir uma nova pesquisa da eficiência do projeto.

 Como projeto futuro, diante da implementação e continuidade do projeto, criaremos um centro de assistência aos usuários de drogas, o qual disporá de um espaço físico, linha telefônica e pessoal capacitado a prestar ajuda tanto física como psicológica aos dependentes químicos, usuários e demais pessoas vinculadas ao tema.